publicada na União (João Pessoa/PB), em 28/02/2007
(se não conseguir visualizar as imagens, é só clicar no título!)
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Na semana passada andei aqui falando sobre o passado glorioso do centro da cidade de João Pessoa, o Ponto de Cem-Réis e, quase coincidentemente, depois da crônica estar escrita e enviada para o jornal, recebi um presente. O caso é que fui ao médico por causa de problemas de estômago e além da consulta magistral, feita com toda a atenção e o carinho que deveriam ser paradigma do atendimento a qualquer paciente, o meu colega médico e escritor Manoel Jaime Xavier Filho, me deu um livro da sua autoria de presente. “Descobrindo a cidade de João Pessoa” (João Pessoa, Forma Editorial, 2006, 144 p.) é um livro que só pode ser escrito por quem ama realmente uma cidade, e a ama e desfruta como se ama uma namorada, uma amante, uma mulher muito querida. Como também sou apaixonada por esta cidade, e com o livro em mãos, fiz aquilo que nem o gastroenterologista nem o escritor recomendariam: devorei-o, às pressas e com gulodice, sem mastigar direito, e fiz mal, pois uma iguaria literária como essa deveria ser degustada página a página, saboreando tema por tema. Felizmente livros não são como as barras de chocolate que uma vez devoradas somem da nossa frente, embora se depositem eternamente nos coxins gordurosos do abdome, coxas e quadris, é verdade. Um livro, como um alimento especial, pode ser devorado e continua incólume para ser novamente comido, degustado, saboreado, beliscado, tiragostado, no banquete eterno do ir e voltar das páginas. Sua essência não se deposita nos quadris ou coxas, mas na alma, no coração, no intelecto, acessível e benéfico sempre que precisamos dele. O livro de Manoel Jaime é assim. Um passeio amoroso pela cidade de João Pessoa, exaltando belezas, resgatando sua história e, como o autor é médico, não foge à sua prática e também identifica os males, os achaques e as doenças dessa cidade amada, prescrevendo em seguida o medicamento, em forma de sugestões que os governantes só não aceitarão se quiserem ver a paciente entrar em falência total dos seus órgãos vitais. Tenho muitos livros sobre história da
Paraíba, assunto que amo; e recentemente adquiri o livro de
Walfredo Rodriguez "Roteiro sentimental de uma cidade", livro
que faz uma excelente parelha com o livro de Manoel Jaime.
O diferencial deste é o diagnóstico e o tratamento que o autor,
como médico oferece, de graça e com competência, aos que têm nas
mãos os destinos desta terra querida, verde que te quero
que continue verde, verde entre as mais verdes.
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As fotos são minhas, menos a do Paraíba Palace Hotel, que colhi na Internet, sem indicação de autor.
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![]() Busto de Tamandaré ![]() Teto da capela lateral da igreja de São Francisco, mostrando o profeta Elias arrebatado ao céu num carro de fogo. ![]() Paraíba Palace Hotel ![]() Prédio no centro da cidade
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