UMAS & OUTRAS / João Pessoa - PB Escrito e enviado por Clotilde Tavares 25 de março de 2007 - Domingo Se não estiver vendo as figuras clique aqui. |
| CARO
LEITOR
Nesta terça feira, 27 de março, comemora-se o Dia Mundial do Teatro e aqui na capital da Paraíba, artistas e pessoas da "cena" prometem sair às nove da manhã do Teatro Santa Roza para entregar um documento ao governo, onde pedem o estabelecimento de uma política cultural para o setor e revisão de alguns artigos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos. Solidária com o movimento, alego o absurdo calor que está fazendo na cidade para não me incorporar a este exercício de pedestrianismo democrático. Daqui do meu canto, na sombra, ficarei torcendo para que muita gente se agregue à comitiva pelo meio do caminho e engrosse as fileiras dos trabalhadores da arte nesta cidade que se diz a segunda mais verde do planeta.
Gipsy, minha personagem favorita, cigana velha, divertida, desbocada e encrenqueira, em momento de interação com a platéia (Natal, 2004). ESTAMOS NAS MÃOS DELES Na recente entrega do Prêmio Shell, a atriz e diretora Georgette Fadel, melhor atriz pelo espetáculo "Gota D'água Breviário", manifestou descontentamento em relação à dificuldade pela qual a maioria das produções teatrais tem de passar em São Paulo. Disse: "Precisamos de políticas mais inteligentes. O teatro não pode mais ser pautado pelas vontades dos diretores de marketing e dos políticos", disse Georgette. Se a gente pensar bem, os diretores de marketing das empresas estão decidindo os rumos da cultura neste país, uma vez que são eles quem decidem o que deverá ou não ser financiado pela iniciativa privada. FRASE "O jardineiro é Jesus e as árvores somos nós." Veja o video para saber o autor: http://www.youtube.com/watch?v=i_MIPrZngRI ATENDIMENTO MÉDICO POR ORDEM DE CHEGADA O assunto, tão palpitante, terminou esmorecendo. E, sem ver nenhuma luz no final do túnel, estou me abastecendo de paciência e conformação para ir ao dermatologista e ao neurologista na próxima semana. Serão dois dias perdidos, sentada numa sala de espera. Felizmente gosto de ler e de palavras cruzadas. PROGRAMA DE ÍNDIO Nesta cidade, não recomendo a ninguém ir ao shopping no sábado ou domingo, principalmente quando é dia de uns tais concursos de modelos que ocorrem por lá. Multidões de adolescentes aos berros, atropelando as pessoas, entupindo as escada rolantes e transformando a praça de alimentação num inferno. Os modos, pela agressividade e falta de respeito com o espaço dos outros, são de quem freqüenta a prisão, e não a escola.
Foi isso que vi no sábado, quando
andei por lá. CINEPORT As inscrições de filmes brasileiros no Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), segundo a coordenação do evento, bateram recorde este ano, chegando a 500. Os 'confrades' do Cineport – profissionais da área que atuam nos países em que o português é a língua oficial – já começaram a eleger os filmes que farão parte da 'Mostra Competitiva Andorinha'. O evento, que tem o apoio do Governo Municipal, será realizado na Capital paraibana entre os dias 4 e 13 de maio, na Usina Cultural Saelpa, no bairro da Torre. Essas películas vão concorrer a cinco tipos de troféus, na modalidade 35 milímetros: 'Andorinha', 'Andorinha Digital', 'Andorinha Técnica', 'Andorinha Criança' e 'Humberto Mauro'. Segundo o coordenador local do festival, Marconi Serpa, a partir do próximo dia 10 de abril serão montadas as tendas digitais para a 'cidade do cinema'. Ele acrescentou que o Cineport é destinado a todos os tipos de públicos que admiram essa arte. Foram convidadas 150 pessoas, entre cineastas, diretores e atores, 100 deles brasileiros e 50 estrangeiros. No início deste mês, a presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Mônica Botelho, idealizadora do festival, confirmou ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB) que a cidade de João Pessoa será sede do Cineport no Brasil, a cada dois anos. De forma descentralizada haverá também exibições de filmes em praças da Capital. Durante os dez dias do evento, o público poderá conferir 80 filmes entre curtas, longas (ficção e documentário) e películas infantis, representativos da produção cinematográfica de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Portugal. (Reproduzido do Boletim da FUNJOPE) CENAS DE UM CASAMENTO
1) Toda manhã, prepare para ele um
café reforçado;
No caminho de casa, o marido
pergunta o que foi que o médico disse. A NOIVA DA REVOLUÇÃO
Estou encantada com o livro "A Noiva da Revolução" (Recife, Comunigraf, 2006), do jornalista Paulo Santos. Tendo como subtítulo "O romance de Domingos Martins e Maria Teodora e da República de 1817", o livro usa como recurso narrativo um "diário" de Domingos Martins entremeado com um relato de sua noiva Maria Teodora. O artifício nos leva para dentro dos acontecimentos da revolução de 1817 , numa narrativa, ágil, rica em detalhes, historicamente fiel e absolutamente arrebatadora. Veja mais no site www.anoivadarevolucao.com.br, onde você encontra também a forma de adquirir o livro. LINKS INTELIGENTES
O jornalista Sandro Fortunato vive na frente do computador inventando coisas legais. Uma delas é o site Memória Viva. Veja como é em http://www.memoriaviva.com.br/ Aires Almeida deita falação sobre um problema central da estética: o que é Arte? Saiba a resposta em http://criticanarede.com/fil_tresteoriasdaarte.html Para que serve a História? neste divertidíssimo artigo o professor Ricardo Costa demonstra que a História não serve... para nada. Veja você mesmo, e comprove: http://www.ricardocosta.com/pub/para_que_serve.htm ESTOU... ... ouvindo: canto
gregoriano, para harmonizar as emoções.
E POR HOJE... ... é só...
...lembrando que para ver os
Boletins e Crônicas anteriores é só clicar em
www.umaseoutras.com.br A QUEM INTERESSAR POSSA O Umas & Outras é um informativo mais ou menos semanal enviado para cerca de 800 assinantes, principalmente do Rio Grande do Norte e Paraíba, mas que atinge também pessoas em outras cidades e outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Surgiu em novembro de 1999 e de lá para cá teve algumas interrupções, motivadas sempre por aperto na agenda da professora Clotilde Tavares, escriba deste saltitante boletim. Por isso a sua periodicidade sofre eventuais atropelos, que consideramos inerentes a um periódico independente, gratuito e anárquico como este. Se não
quiser receber mais o Boletim escreva, que lhe tiro da lista e a amizade
continua a mesma.
|