UMAS & OUTRAS Natal - RN Escrito e enviado por Clotilde Tavares 23 de fevereiro de 2003 - Domingo www.umaseoutras.com.br |
| CARO LEITOR:
Uma virose me pegou de jeito, meu
caro leitor, e eu fiquei fora de combate por toda a noite de sexta,
o sábado, e neste domingo à tarde ainda estou meio atordoada. Mas o meu bravo organismo já
mostra sinais de reação e, para ajudá-lo, eu
começo logo a fazer o que mais gosto, que é teclar para você
as
novidades que me chegam via net e jornais.
Foi em Mossoró. O coquista
Concris
foi expulso do mercado público onde estava cantando coco. Na
praça da Independência, uma dupla de emboladores também
foi expulsa por um fiscal da Prefeitura. Quem dá conta do absurdo é Rogério
Dias, Vice-Presidente da POEMA, em e-mail repassado por meu compadre
Kydelmir Dantas, da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço. Como também faço parte da entidade, conclamo
Kydelmir e os outros "cangaceiros" a reunirmos uma tropa armada até
os dentes para garantir os coquistas e botar pra correr esses fiscais,
e quem mais se meter a tirar a cultura da praça, porque a praça
é do povo e o povo quer seus artistas livres e podendo criar.
Uma turma de quatro colegas médicos
saiu para caçar patos. Eles eram um
O primeiro a chegar foi o anestesista,
armado de uma espingarda tranquilizante, pois não queria machucar
as avezinhas. Molhou o dedo, ergueu e disse: - O vento não está
favorável... Vamos adiar a caçada. Mas o clínico, portando uma
pistola automática de precisão, não quis nem saber
e passou a analisar um monte de bichinhos que estavam atrás de uma
moita: - Posso ver que se tratam de aves,
pois possuem asas, e voam...São provavelmente patos, pois têm
biquinhos compatíveis, patinhas de pato e fazem "qué-qué".
Mas não posso fechar esse diagnóstico sem exames complementares.
Bom: ave a esclarecer! - e abandonou a caçada. O Cirurgião, com uma calibre
12, olhou para outra moita e descarregou seus cartuchos. Em seguida, explorou
o campo e contou uma a uma suas vítimas: - Esse era pato, esse não,
esse era pato, esse não... Veio o Ortopedista, com seu físico
imponente e sua sensual camiseta regata, puxou a peixeira e perguntou aos
seus colegas: - Afinal, o que é um pato?
As instrutoras Deborah Epelman
(NLP
Advanced Trainer e membro da "Global NLP Training and Consulting Communitye")
e Zodja Pereira (NLP Trainer e membro da Comunidade Mundial de PNL
em Saúde Para o Século XXI) anunciam este curso, que tem
carga horária de 144 horas, divididas em dois módulos, e
habilita os participantes a atuarem na área de PNL O certificado é reconhecido
internacionalmente e o público-alvo são pais que desejam
aperfeiçoar seu relacionamento com os filhos; profissionais da área
da Saúde, de Recursos Humanos, de Comunicação; Diretores,
Gerentes e Vendedores dos mais diversos setores da indústria; professores
e todas as pessoas que buscam auto-conhecimento. O 1º módulo vai de 1
a 8 de março e o 2º módulo: de 14 a 21 de abril.
O horário é das 8h30 às 18h30 e o investimento é
de R$ 1.970,00 (em até 6x sem juros). Mais informações
no
site www.pac.com.br
ou pelos telefones (84)3091-3791 / 3091-2998 / 9974-7953 / 9982-6648 /
(11)3824- 0068
É Marcello Bulhões quem informa diretamente
da Espanha, onde vive. "Clotilde: Informe ao povo de aí que por aqui
a
mobilização popular contra a guerra e a favor da paz
teve
uma repercussão alucinante, com cifras de participação
nunca vistas até então. Os números são de pirar:
Madri com 1 milhão, Barcelona con 1 milhão e meio, Roma,
a capital do Belusconi, com 3 milhões de pessoas! E todas as capitais
de províncias e cidades de Espanha e Europa contaram com suas maiores
manifestações da história desde a libertação
da Alemanha nazista. Cito o exemplo de Alicante onde vivo, com 300 mil habitantes,
que levou 80 mil pessoas à manisfestação. Uma coisa
muito linda que faz crer que o povo se move, lento, mas se move e as
consciências não estão adormecidas como se pensava.
O fato é digno de nota e mais ainda, quando se sabe que as
grandes redes de televisão da maioria destes países europeus
são estatais e não apoiaram e divulgaram nada. Tudo foi
feito pela Internet, e com panfletos e cartazes. Calcula-se que no último día 15 de fevereiro
cerca de 30 milhões de pessoas foram às ruas na Europa." Marcello já está escrevendo como uma verdadeiro
espanhol, e tive que revisar acentuação e ortografia! O Umas
& Outras pede que continue nos informando do que acontece por aí,
mas cuidado para não esquecer do português...
Um caboclo tangia um rebanho, quando
de repente se depara com um cidadão desconhecido, puxando conversa: - Quer que eu diga que rebanho é
esse? – perguntou ao caboclo. - Diga. - São ovelhas – disse o engraçado
com o sorriso no canto da boca. - Acertou. - Quer que eu diga quantas tem? –
provocou. - Diga. - Trezentas e quarenta e duas ovelhas
– cravou o danado do desconhecido. - Acertou. - Se eu acertar a raça, ganho
uma – propôs. - Ganha. - Raça Santa Inês –
disse o homem. - Acertou. pode pegar a sua ovelha. O sabidão foi lá e
pegou um dos bichos. O caboclo passou a mão na
cabeça, fez aquela cara matreira de sertanejo e disparou como um
raio: - Quer que eu diga a sua profissão? - Diga – disse o homem. - O senhor é consultor. - Como é que o senhor sabe? - Ora, você chegou aqui sem
ser convidado, disse o que eu já sabia, contou minhas ovelhas erradas...
Agora, devolva meu cachorro. Dario Cocentino repassa trecho de matéria
escrita pelo jornalista Marco Aurélio de Sá no Jornal
de Hoje, publicada em 03/02/2003. "Ratificamos hoje a tese defendida nesta coluna, em
comentário publicado dias atrás: não é a
falta de dinheiro nem de água o que provoca a miséria na
região Nordeste. A inclusão do riquíssimo município
de Guamaré - sede do pólo industrial-petrolífero
do Rio Grande do Norte - no programa "Fome Zero" do governo Lula
serve para confimar a verdade. Com população de apenas 8 mil habitantes,
o minúsculo município da região salineira potiguar
se localiza no sedimento e em qualquer ponto do seu território
pode ser encontrada água doce para irrigação,
bastando que sejam perfurados poços com profundidade entre 20 e
50 metros. Nas praias de Guamaré podem ser instalados parques
geradores de energia eólica e no entorno dos seus manguezais
é possível criar camarão em cativeiro, atividade
altamente rentável, cuja tecnologia já está universalizada
e não representa investimentos fora do alcance de pequenos e médios
empresários. Isto sem falar na exploração das tradicionais
salinas. Somente de royalties sobre produção e
beneficiamento de petróleo a Prefeitura Municipal recebe mensalmente
importâncias superiores a R$ 1 milhão, isto há
vários anos seguidos. A Prefeitura ainda tem receitas expressivas
originárias do ISS pagos por empresas prestadoras de serviços
à Petrobras, além do Fundo de Participação
dos Municípios, do Fundef, do ICMS e tantas outras fontes. Como entender que numa minúscula comunidade
onde não falta dinheiro, nem água, nem oportunidades econômicas,
a população precise de receber alimentos do governo federal,
a título de esmola, para não morrer de fome?"
Vida de Jornalista (Retirado do site
do Casseta e Planeta) - Você trabalha em horários
estranhos (que nem as putas!)
É o artista plástico
e doutorando Vicente Vitoriano quem informa: a data para defesa de
sua tese está definida. Será no dia 28 de março,
às 14h30, no Teatro do Departamento de Artes. Deverão compor a Banca
os professores Wenceslau Gonçalves (UFU), Ana Mae Barbosa (USP),
Willington Germano (UFRN) e Arisnete Câmara (UFRN). Suplentes: Edson
Claro (UFRN) e Durval Albuquerque (UFPE). Vicente Vitoriano aborda a atividade
pedagógica exercida pelo grande Newton Navarro.
Nota dez: na Lotus Material
de Construção, na avenida Eng. Roberto Freire, onde comprei
todo o material que precisei para a pintura da minha casa. Fui muitíssimo
bem atendida, deram desconto à vista, trocaram material que comprei
errado, e são todos muito simpáticos. Nota zero: no Carrefour,
onde minha filha Ana Morena foi resolver o caso de uma cobrança
indevida. Havia uma imensa fila e somente uma pessoa para atender. Quando
ela disse que talvez fosse mais simples ir direto ao Procom (já
que essa cobrança indevida vem sendo repetida há dois meses
e o Carrefour não resolve) o funcionário disse: "Pois vá!
Fique à vontade! A senhora é quem sabe..." Amanhã e depois (24 e 25/02)
estarei acompanhando o Dr. John Rashford, professor de Antropologia
no College of Charleston, Carolina do Sul. Vou com ele visitar os baobás
de Assu, Jundiaí, Nísia Floresta e Natal. O homem é etno-botânico
e tem interesse especial na história e importância cultural
do baobá (Adansonia Digitata) na America Tropical. Na terça
feira almoçamos em Pirangi com Diógenes da Cunha Lima,
o poeta do baobá, que também está dando apoio
a essa expedição baobaesca.
Ainda sonolenta, a professora Clotilde Tavares atende
ao pessoal da lavanderia, que veio pegar os lençóis para
lavar. Esses empregados, realmente, chegam cedo demais... Veja mais em www.clotildenews.digi.com.br,
clicando no link "Sorria".
Vai ser em Campina Grande, durante
o Carnaval. No sábado, às
vinte horas, estarei no Teatro Severino Cabral falando sobre
"A Construção da Felicidade". Em seguida, autografo "A Magia
do Cotidiano".
Diz o homem: "É melhor ser
feio como o Belo e comer a Viviane Araújo do que ser bonito como
o Gianechinni e só comer a Marilia Gabriela..." Diz a mulher: "De que adianta ser
bonita e só dar para o Belo?! É melhor ter a cara da Marília
Gabriela e dar para o Gianechini."
A discussão
sobre as cotas de vagas reservadas para “negros” nas universidades públicas
ganhou as páginas dos jornais e a boca do povo. Nesta semana, um
aluno “branco” entrou na justiça contra uma universidade do Rio
de Janeiro reivindicando o direito de se matricular, já que, tirando
uma nota acima de oito, teria sido preterido em benefício de outro
estudante, “negro”, classificado com nota inferior. É um questão
muito delicada essa, e qualquer que seja a opinião que afinal prevaleça,
vai terminar desagradando a alguém. Mas eu quero aqui lhe convidar
para refletir comigo sobre algumas coisas. Em primeiro
lugar, essa questão de cotas, a meu ver, fere dois princípios.
O princípio constitucional, que diz que todos são iguais
perante a lei, e um princípio de excelência segundo o qual
o critério para entrar em uma universidade seria puramente o critério
da competência, medido pela pontuação alcançada
no vestibular. Então, quando se reserva cotas para “negros”, está
se criando um desigualdade, um preconceito às avessas, mas nem por
isso menos cruel. É como se com essa atitude a sociedade estivesse
se penitenciando de todos os séculos de escravidão e sofrimento
que os “negros” sofreram neste país. E isso, penso eu, também
funciona como uma desculpa para não se fazer mais nada, colocando
sobre os ombros do aluno “negro” e geralmente pobre e sem recursos, a responsabilidade
do seu sucesso ou do seu fracasso. Afinal, quando se permite que ele entre
na instituição, não se toma nenhuma medida para mantê-lo
lá dentro, facilitar a compra de livros e fazer com que ele possa
dar conta das tarefas acadêmicas com tranquilidade. Isso porque há
uma clara superposição de “negros” com “pobres” na nossa
sociedade. Mas também existem “brancos” pobres. E esses seriam os
últimos a ter direito a alguma vaga na universidade, se forem adotadas
as cotas para “negros”. E por que privilegiar
os “negros” em relação a outras etnias ou grupos minoritários?
Por que não estabelecer também cotas para índios,
para mulheres, para portadores de deficiência, para pessoas com mais
de 60 anos ou para asiáticos? Penso que essa política de
cotas é a forma mais fácil de varrer para debaixo do tapete
a questão do baixo nível do ensino público de primeiro
e segundo grau. Se o país tivesse uma política educacional
séria nos primeiros níveis da escola, essa coisa de cotas
não teria o menor sentido. E alguém me explique por que é
que o “negro” só vai ter direito a algum privilégio quando
chega na universidade. Ele já passou doze anos em uma escola pública
de qualidade duvidosa e ninguém se incomodou com isso. E quando ele
terminar a Universidade? Será que o mercado de trabalho vai absorver
o profissional “negro” com tanta facilidade como absorve o “branco”? Não
se extermina o preconceito por lei ou por decreto. A única forma
de eliminá-lo é exatamente pela educação, dando
ao “negro” o status de cidadão igual a qualquer outro nos livros
didáticos e nas novelas de televisão, para citar apenas dois
espaços, onde geralmente o “negro” é empregado, porteiro,
chofer ou marginal. Só para
você ver como essa história é complicada, meu caro
leitor: eu tenho dois filhos, de dois casamentos. O primeiro, Rômulo,
é “branco”, filho de pai “branco”; a segunda, Ana Morena, é
“negra”, filha de pai “negro”. Pelo sistema de cotas, meus dois filhos,
que foram criados do mesmo jeito, que tiveram as mesmas oportunidades,
teriam tratamento diferente quando pleiteassem entrada na universidade.
Nada mais injusto. A essa altura
você já deve ter notado que estou escrevendo “negro” e “branco”
entre aspas. Ora, quem é que pode dizer se é “negro” ou se
é “branco” neste país? O Brasil não é multi-étnico,
nem multi-racial: é um país mestiço, onde a gente
já se misturou tanto e de tal forma que é a mais rematada
bobagem falar em “brancos” e “negros”. Na UERJ, que adotou o sistema de
cotas, é o próprio aluno que, ao se inscrever para o vestibular,
declara se é “branco”, “negro” ou “pardo”. A reitora da UERJ, Nilcéa
Freire, diz que essa é a única forma de classificar quem
é “negro” porque reconhece que não há método
científico capaz de aferir essa condição. Isso sem
falar nessa famigerada cor “parda” que não diz nada e que torna
a coisa toda ainda mais vaga e complicada. Nesse caso, nada impede um estudante
“branco” de se declarar “negro” para ter mais oportunidade de se classificar
para uma vaga. Resumindo: tenho
lido muito sobre o tema, tenho conversado com as pessoas e estou inclinada
a pensar que o estabelecimento dessas cotas para “negros” é um coisa
sem propósito, preconceituosa, que não resolve o problema
da má qualidde do ensino público de primeiro e segundo grau
e não contribui em nada para incluir não somente os “negros”
mas também os “brancos” pobres na categoria de cidadãos. Para terminar
a conversa que hoje ficou muito comprida, deixo com você para reflexão,
um trecho da letra de “Haiti”, de Caetano Veloso: “... Pra ver do alto a fila de
soldados, quase todos pretos
A QUEM INTERESSAR POSSA O Umas
& Outras é um informativo mais ou menos semanal enviado para
cerca de 800 assinantes, principalmente do Rio Grande do Norte e Paraíba,
mas que atinge também pessoas em outras cidades e outros países,
como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Surgiu em novembro
de 1999 e de lá para cá teve algumas interrupções,
motivadas sempre por aperto na agenda da professora Clotilde Tavares, escriba
deste saltitante boletim. Por isso a sua periodicidade sofre eventuais
atropelos, que consideramos inerentes a um periódico independente,
gratuito e an árquico como este. Em agosto de
2000 o Umas & Outras deu origem ao site do mesmo nome, que começou
sendo atualizado quase diariamente e que atualmente anda em processo de
hibernação. Você pode vê-lo no endereço
http://www.umaseoutras.com.br Se não
quiser receber mais o Boletim escreva, que lhe tiro da lista e a amizade
continua a mesma. |
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