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CARO LEITOR, Ando chateada. Fico chateada quando quero fazer as coisas que sei que são legais, que sei que são boas, que sei que geram uma energia limpa, clara e produtiva e me deparo com as barreiras da burrice, do descaso, da incompetência, da politicagem e do descaso com a cultura. Fico chateada quando sou obrigada a jogar no lixo meus sonhos. E acabo de jogar na lata do lixo o meu sonho da Feira do Livro de Campina Grande, da qual falei tanto aqui, convidei gente, divulguei, fiz contatos, gastei dinheiro do meu bolso e de uma empresa que estava comigo nessa história para, finalmente, chegar à triste conclusão de que não adianta insistir num projeto que não é do interesse nem do estado nem do município. Há mais de um ano, ou seja, desde agosto de 2006 que eu vinha trabalhando nesse projeto, tendo uma parte dos recursos aprovado pelo FIC. Este não fez o depósito das parcelas na data combinada em contrato, deixando-me sem nenhuma condição de contratar fornecedores, de formalizar convites a escritores ou de dar início a qualquer ação relativa ao projeto. O município, indispensável num evento desse tipo pela responsabilidade que tem, garantindo a presença das escolas públicas e os recursos para compra de livros para as bibliotecas municipais, me cozinhou em banho-maria até que eu desistisse. E na semana passada, depois de um ano pelejando, me dei por vencida e assinei o "distrato" com o FIC. Como Pôncio Pilatos, lavei as mãos em relação a qualquer desejo de fazer esse tipo de evento na Paraíba. Fui colaboradora das Bienais do Livro do Natal, e quando via todo aquele movimento em torno dos stands repletos de estudantes olhando os livros, os auditórios cheios nas palestras eu pensava: a Paraíba merece isso! Campina Grande tem que ter sua Feira! Mas os tempos mudaram, meu caro leitor, e eu dou a mão à palmatória, reconhecendo meu engano, minha pouca visão, minha miopia política e empresarial, querendo fazer uma coisa na qual o povo, representado pelos governantes que elegeu, não está interessado. Assim, bati a poeira, dei a volta por cima e fui pregar em outra freguesia; de hoje por diante me dedicarei apenas aos meus projetos pessoais. FRASE "Nóis sofre mas nóis goza..." Sabedoria popular HISTORINHA Katherine Hepburn e John Barrymore, ícones do cinema americano, não topavam um com o outro, mas vez por outra tinham que trabalhar juntos. No fim das filmagens de Filhos do Divórcio, onde ambos atuaram, ela falou: - Graças a Deus não preciso mais trabalhar com você. - Não sabia que você precisava - respondeu Barrymore. WOW!
http://portfolios.models.com/-35857/ CIDADE SEM LEI Volto mais uma vez à questão do barulho. Meia-noite e trinta do dia 14 para o dia 15, da sexta para o sábado, eu gripada, com dor-de-cabeça, fui impedida de dormir e descansar pelos barulhentos da vizinhança, que resolveram fazer uma farra e assestaram as poderosas baterias sonoras dos seus carros equipados com som de alta potência para as minhas janelas. As minhas e as de mais 47 apartamentos do meu prédio, sem contar os prédios vizinhos e outras casas da vizinhança. A perversa cronologia do desassossego foi a seguinte: 22h - o barulho começa Pudera! Duas horas para atender a um chamado! CIDADE SEM LEI - II Aqui em João Pessoa ainda é
muito forte a cultura do barulho, do cafuçu com seu carro equipado tocando em
volume ensurdecedor. Da próxima vez em que ligar, estou pensando em dizer que estão atirando de revólver uns nos outros. Talvez assim a policia venha. CIDADE SEM LEI - III
Na foto, tirada ontem da varandinha do apartamento de João Lobo, o leitor pode ver o tal forró, invadindo o mangue, em área que devia ser de preservação ecológica, se aqui na Paraíba se preservasse áreas desse tipo; no alto da foto, à direita, a Av. Epitácio Pessoa e o bairro de Tambaú. O apartamento do Lobo fica ali na altura do Pão de Açucar da Epitacio. Nosso amigo comprou o imóvel pelos olhos da cara para depois descobrir que se meteu numa armadilha! E abaixo duas fotos, tiradas neste sábado, 15 de setembro de 2007, quando o forró estava em plena função, protegidíssmo pela polícia, parada no estacionamento interno, como o meu caro leitor pode ver no detalhe. Aliás, João Lobo me disse que há noites em que se pode ver 4 ou 5 carros da polícia parados no estacionamento que fica nos fundos do estabelecimento. Alguém deu licença pra isso daí funcionar e, como diz o matuto "só não foram eu"...
TEM JEITO PARA TUDO Um fazendeiro ia a pé para o sítio, que ficava perto da cidade. No caminho parou na loja de ferragens e comprou um balde e um galão de tinta, dois frangos e um ganso. Aí ficou coçando a cabeça sem saber como ia levar as compras até em casa. Foi quando apareceu um senhora, dos seus 60 anos, e perguntou onde ficava determinada propriedade. - Bem - disse ele, - meu sítio é ao lado. Eu até a levaria até lá, mas não posso carregar tudo isso. Aí, ela sugeriu: - Coloque o galão de tinta dentro do balde, carregue o balde em uma das mãos, um frango sob cada braço e o ganso na outra mão. - É mesmo! - disse ele. E lá se foram. No caminho, ele perguntou a ela se topava pegar um atalho. ela ficou desconfiada. - Como saberei se quando estivermos nesse atalho, sem ninguém por perto, você não tentará transar comigo? - Impossível - disse o homem. - Estou carregando um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso. Como eu poderia fazer isso com tanta coisa nas mãos, sendo que, se soltar as aves, elas fogem? Ela respondeu: - Coloque o ganso no chão, ponha o balde invertido sobre ele, coloque o galão sobre o balde e eu seguro os frangos... SEM PALAVRAS
UMA TARDE DAS LETRAS Nesta sexta-feira, 14 de setembro, estive na Academia Paraibana de Letras, na comemoração dos seus 66 anos. Também foi feita uma homenagem à Academia Norte-Riograndense de Letras na pessoa do seu presidente, o meu muito dileto amigo Diógenes da Cunha Lima. Entre saudações e discursos quero registrar a maravilha que foi a fala do acadêmico Gonzaga Rodrigues, nos lembrando de que as academias devem ser o lugar de pessoas que se distinguem "pela prevalência da obra literária e pela superioridade intelectual, com a chancela do público e do tempo." A fala de Diógenes da Cunha Lima, de improviso, descontraída, oscilou entre o humor e a poesia, e o presidente da casa, Dr. Juarez Farias, está de parabéns por marcar mais esse tento. Na ocasião, pude ver a magnífica organização da biblioteca da instituição, a qual pretendo visitar ainda nesta semana. O grande vazio foi representado pela ausência do meu querido Amaury Vasconcelos que de lá de cima, sentadinho numa nuvem, deve ter assistido a tudo com aprovação.
Diógenes da Cunha Lima e Joacil de Brito SOCIAL Cumprindo mais uma vez a sua irresistível vocação para coluna social, o Umas & Outras registra a aparência lépida e fagueira do poeta Diógenes da Cunha Lima, que está jovem, ágil, elegante e muito bem disposto. Segundo ele, está jovem assim porque quem trata dele é uma pediatra: a Dra. Vera, sua esposa, sempre linda e muito chique. Eu lá estive na companhia de minha amiga Cida Lobo e do jornalista Waldir Porfírio, que nos fotografou a ambas. Cida usava um modelito do seu guarda-roupa europeu; e eu, ataviada no "blazer-de-onça" que Jairo Torres fez especialmente para mim, estava "uma fera"!
Cida Lobo e Clotilde Tavares AINDA O SOCIAL Ando por aí com uma bolsa nova, que é uma "aula de folclore": algodãozinho, chita estampada, fitas coloridas, rosas, bonequinhas penduradas... Enorme, cabe tudo. Feita à mão, de encomenda, em Campina Grande. É só pra quem pode...
NO MEU CARIRY... Neste sábado, dia 22, estarei atendendo a novo convite de Daniel Sabiá e me deslocando em direção à Vila de Ibiapinópolis, atual Soledade, para reunião do Instituto Histórico e Geográfico do Cariry. Lá espero encontrar amigos, fotografar igrejas e antigos casarios e pisar mais um vez o solo sagrado do Cariry, berço dos meus antepassados. ESQUIN DE FLOYRAC Esquin de Floyrac: o fim do templo, terceiro livro da Trilogia do tempo, de Zé Rodrix, com lançamento previsto no Rio para 17/09, segunda-feira, às 19 horas, na Livraria Argumento, Rua Dias Ferreira 417, Leblon, e em São Paulo, no dia 19 de setembro, quarta-feira, às 18h30, na Livraria da Vila, na Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena. LINKS (Esses links são testados antes pela equipe do Umas & Outras E NÃO SÃO VÍRUS)
O blog de Homero Fonseca: Como se livrar das algemas (policiais... ou outras!):
Os números da
pornografia na Internet - apresentados de forma apropriada.
ALEGRIA Vitória Lima alegria Do livro Fúcsia (João Pessoa, Linha d'Água, 2007) PORTA-RETRATOS
Reunião da vetusta Associação dos Cronistas Desportivos de Campina Grande, presidida, na época, por Leidson Farias, com pouco mais de vinte anos, cronista da Caturité, sentado, de terno e gravata. Ainda estão na foto, da esquerda para a diretira: Amaury Capiba (Rádio Caturité); Joselito Lucena (Rádio Caturité); Nilo Tavares, (meu pai, redator de "O Rebate" semanário de Luiz Gil); a seguir, pessoa não-identificada; Aécio Diniz (Rádio Borborema); "Studebaker" (filho de João Brabo, que acompanhava todo o movimento de rádio e jornal em Campina, sem ter nenhuma função definida); Alberto Queiroz (Rádio Caturité), Cláudio Camilo (Rádio Cariri); Josusmá Viana (Diário da Borborema, sentado), Ramalho Filho (A Evolução, de branco, de pé), João Antunes (Correio da Paraíba) e Evilásio Tenório (Sucursal da União) A foto pertence ao arquivo de Leidson Farias, assinante do Umas & outras, e foi feita em 30 de junho de 1960, na Radio Caturité, quando de uma das reuniões. ESTOU... ...
COMENDO
sabão em pó pra cuspir espuma nos outros! Nos barulhentos!
LINK PARA OS BOLETINS E CRÔNICAS ANTERIORES
E POR HOJE... A QUEM INTERESSAR POSSA O Umas & Outras é um informativo mais ou menos semanal enviado para cerca de 800 assinantes, principalmente do Rio Grande do Norte e Paraíba, mas que atinge também pessoas em outras cidades e outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Surgiu em novembro de 1999 e de lá para cá teve algumas interrupções, motivadas sempre por aperto na agenda da professora Clotilde Tavares, escriba deste saltitante boletim. Por isso a sua periodicidade sofre eventuais atropelos, que consideramos inerentes a um periódico independente, gratuito e anárquico como este. Se não quiser receber mais o Boletim escreva, que lhe tiro da lista e a amizade continua a mesma. Clotilde Tavares João Pessoa - PB clonews@digi.com.br |
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