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UMAS &
OUTRAS /
João Pessoa -
PB
Escrito e enviado por Clotilde Tavares 10 de junho de 2007 - Domingo
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| CARO
LEITOR,
Sou uma série-maníaca compulsiva. Isso quer dizer que acompanho com entusiasmo muitas das séries que passam na TV fechada. Só para você ter uma idéia, acompanho com fervor: Gilmore Girls, E.R., Without a Trace, Close to Home, no canal Warner; Desperate Housewives, C.S.I. Las Vegas e Medium, no Sony; Bones e Justiça Sem Limites, no FOX; Criminal Minds e C.S.I. Miami, no AXN e Heroes e Law & Order S.V.U., no Universal. Parece muito, hein, meu caro leitor? Mas a maioria dessas séries têm episódios independentes, e não faz muita diferença você ficar sem ver um ou outro. Além disso, os canais oferecem cinco ou seis oportunidades de ver o mesmo episódio na semana; e nos períodos entre uma e outra temporada nova, os capítulos passam todos novamente. Mas o que estava querendo dizer era outra coisa. Imaginem vocês que chegou aqui em casa uma pessoa conhecida e ficou reclamando de mim. Disse que eu passava o meu tempo vendo essas séries cheias de crimes, de roubos, de assassinatos, de violência e que isso não era legal pra mim. Além disso, o tempo gasto dessa forma na frente da TV me impedia de ler um jornal, de ver o noticiário, de me inteirar do que estava acontecendo no país. Pensei um pouco e concordei. Na noite seguinte, em vez de assistir à minha série preferida, liguei a TV no Jornal Nacional. Foram crimes, assassinatos, extorsão, corrupção ativa e passiva, crimes de ódio, tiroteios, tráfico de armas e drogas, abuso sexual e todo tipo de desgraça que você possa imaginar! E tudo de verdade. Tudo acontecendo de verdade com gente de carne e osso que nem eu e você. Voltei para as minhas séries porque, além de serem ficcionais, nelas os ladrões e criminosos vão todos para a cadeia. Já os que vi no Jornal Nacional, põem um paletó e uma gravata e continuam indo todos para Brasília, onde se encontram posando de "homens bons" no Congresso, nos Tribunais Superiores, nas presidências das estatais. LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS
P - O que você recebe quando oferece a uma loira um centavo pelos
pensamentos dela? FRASE Na semana passada, joguei aqui uma frase ouvida nas ruas: "A vida é como a rapadura: é doce, mas é dura." Muita gente me enviou emails oferecendo diversas versões para a mesma frase. Sabedoria popular é assim mesmo, multiforme, e nenhuma dessas formas é mais certa do que a outra. A rigor, a frase é o conjunto de todas as suas versões. Uma leitora me questionou se,
na vida e na frase,
primeiro não viria a dureza, e depois a doçura. Eu penso que não. Quando você
põe a a rapadura na boca, a primeira coisa que sente é o doce. O doce vem antes,
para enganar, para seduzir, para fazer a gente meter os dentes nessa rapadura tão
difícil de roer. OUVIDO (OU LIDO) NA INTERNET E já que estamos no terreno das frases, apresento aqui duas versões para a popular "Quem dá aos pobres empresta a Deus". "Quem dá aos pobres cria o
filho sozinha". UM ANO AQUI
Neste domingo, dia 10 de junho, faz um ano que assumi definitivamente a mudança de Natal para a Parahyba, trazendo minhas armas e bagagens para este apartamento em Tambauzinho, de onde vejo o Sol nascer e a Lua encher e depois despontar sobre o mar do Cabo Branco. Quando o Sol se põe, incendeia os prédios à minha frente, que refletem sua luz nas fachadas; e depois, é hora de Vênus levantar-se no poente, o que deve acontecer até mais ou menos agosto ou setembro, quando então o luminoso planeta muda de lugar e passa a se mostrar apenas um pouco antes do arrebol, no nascente. Aqui vivo feliz. Tenho uma sala com meus livros queridos, minha TV, meu sofá, minha poltrona, meus quadros nas paredes e meus porta-retratos sobre as mesas. Não tenho mesa de jantar, nem cadeiras. Uso uma bandeja e como o que eu mesma preparo vendo TV, ou na varanda, vendo os acontecimentos astronômicos do dia. A papelada está organizada nas estantes do segundo quarto, onde também há uma cama para hóspedes. A cozinha é minúscula, sem frescuras, e contém apenas o necessário para não me dar trabalho. A área de serviço é funcional, e serve mais como área de armazenamento de caixas e sacolas, já que não tenho nem quero empregada ou diarista. Fiquei forte na Academia, e faço tudo sozinha em casa, com um mínimo de cansaço. No quarto de dormir não tem TV. A grande, fofa e macia cama, com seu colchão de molas, recebe noturnamente meus cansados ossos, no sono profundo da felicidade e da consciência tranqüila. A libido, essa senhora de escravos, finalmente me alforriou e agora, além de dormir sozinha e sossegada, posso me dedicar sem interferências e interrupções aos grandes e fiéis amores da minha vida: os livros, a observação dos astros, a pesquisa das minhas origens, a convivência suave dos amigos e amigas. Se eu disser que desfruto de uma felicidade perfeita vocês acreditam? Pois é a pura verdade. Você, meu caro leitor, é parte dessa felicidade.
LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS P - Porque a loira agora só transa com
anões?
DINHEIRO PARA O HOSPITAL O Hospital tem 65 leitos e atende basicamente crianças e adolescentes de baixíssimo poder aquisitivo e conta apenas com recursos do SUS. Trata-se de uma unidade ligada a Sociedade de Amparo à Infância, entidade sem fins lucrativos. Aí eu pensei: com 0,1 % do que o prefeito está pagando pra arrasarem o Cabo Branco já dava para dar uma força ao hospital. Se a obra custa cerca de 31 milhões, esse percentual irrisório seria R$ 31.000,00, quantia mais do que significativa para ajudar a tirar a instituição da situação dificil e que se encontra. De qualquer forma, se você quiser contribuir, os telefones são 3241-2157 ou 9977-2335. PONTA NEGRA Foto de Alexandro Gurgel. LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS
P - O que a loira foi
fazer numa loja de R$1,99? DIGESTIVO CULTURAL Julio Daio Borges, editor do Digestivo Cultural, está rindo à toa: a simpática revista eletrônica, focada principalmente em literatura, alcançou nesta semana números bem significativos de leitores.
Reproduzo direto do site: "... são
200 mil visitantes-únicos (ou um pouco mais que isso, na verdade: 219.529 em
maio) são 7 mil visitantes-únicos/dia, no site. Para que se tenha uma
idéia, embora a comparação não seja a mais apropriada, um autor consagrado sai
em livro, no Brasil, com tiragem de 3 mil exemplares (e 15 mil em vendagem, dois
dias de Digestivo portanto, já é meio caminho andado para o
best-seller)." Você pode conferir em www.digestivocultural.com.br LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS
P - Por que loiras não sentam em janelas de avião? UM RIO POR CIMA DO OUTRO
Ocorre
em Magdeburg, Alemanha. O Wasserstrassenkreuz Sua principal função é facilitar o comércio entre as duas ex-nações. O Wasserstrassenkreuz é o mais longo 'viaduto' da Europa, com 918 m de extensão. Conecta a porção leste do Mittellandkanal, com o trecho oeste do Elba-Havel-Kanal. A obra, aberta ao tráfego de mercadorias durante todo o ano, consiste numa ponte principal, com 228 m de extensão - subdividida em três trechos - e um canal com 690 m. A construção demorou 5 anos.
LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS
P - Como você chama uma loira com metade do cérebro? CORREIO DAS ARTES
Suplemento Literário do jornal A União, o Correio das Artes sai desde 27 de março de 1949, sendo a imagem acima a cabeça do primeiro número. Quase 60 anos sem interrupção. Seu primeiro editor foi Silvio Porto. Agora, o suplemento está nas mãos do poeta e jornalista Linaldo Guedes.
LOIRA: PERGUNTAS E
RESPOSTAS LINKS INTELIGENTES
Telefones, endereços, CEPs: Lembrando os Beatles: Tudo sobre o mundo dos livros: LOIRA: PERGUNTAS E RESPOSTAS P -
Como você faz uma loira
sorrir na segunda-feira pela manhã? ESTOU...
... RINDO com todas essas piadas de loura,
condição que vez por outra assumo. PARA OS BOLETINS E CRÔNICAS ANTERIORES E POR HOJE... ... é só! A QUEM INTERESSAR POSSA O Umas & Outras é um informativo mais ou menos semanal enviado para cerca de 800 assinantes, principalmente do Rio Grande do Norte e Paraíba, mas que atinge também pessoas em outras cidades e outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Surgiu em novembro de 1999 e de lá para cá teve algumas interrupções, motivadas sempre por aperto na agenda da professora Clotilde Tavares, escriba deste saltitante boletim. Por isso a sua periodicidade sofre eventuais atropelos, que consideramos inerentes a um periódico independente, gratuito e anárquico como este. Se não
quiser receber mais o Boletim escreva, que lhe tiro da lista e a amizade
continua a mesma.
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