UMAS & OUTRAS / João Pessoa - PB Escrito e enviado por Clotilde Tavares 4 de março de 2007 - Domingo Clique AQUI se não estiver vendo as imagens. |
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LEITOR Há uma campanha em João Pessoa, desencadeada pelos leitores da coluna de Abelardo Jurema no Correio da Paraíba, que defende o atendimento com hora marcada nos consultórios médicos. É uma das pragas dos nossos dias ir ao médico e ficar a tarde ou a manhã inteira esperando ser atendido "por ordem de chegada". Se você chega e há seis pessoas na sua frente, supondo-se que cada uma leve meia hora para ser atendido, lá se vão três horas de espera. Quem vai ao médico vai porque está doente, tornando essa espera muita vezes insuportável, em salas apinhadas, com a TV ligada em toda altura e dispondo apenas de revistas velhas para passar o tempo. É essa a realidade da maioria dos consultórios médicos, embora alguns deles ofereçam um padrão de sala de espera melhor do que o descrito acima. Ora, se quando vou fazer as unhas marco hora e sou atendida pontualmente, por que isso não pode ser feito no consultório médico? Mas, conversando com alguns colegas, entendi que, ganhando as quantias irrisórias que são pagas por consulta pelos planos de saúde - cerca de R$ 30,00 por consulta, a mesma coisa que me cobra o podólogo do Dr. Scholl em Natal - o único jeito de o médico ter uma renda que o satisfaça é atender dez a quinze pessoas em uma manhã ou uma tarde. Isso torna impossível a marcação de hora, a não ser que ele reservasse uma hora para cada paciente. Aí só poderia atender quatro pessoas por turno e para isso teria que cobrar consulta particular. O que quero dizer é que os planos de saúde parecem não permitir que se atenda com qualidade, incluindo aí o tempo que se espera pelo atendimento e o tempo gasto na consulta-em-si. Nunca soube, e continuo não sabendo, como manter a qualidade no atendimento atendendo quinze pessoas em quatro horas de trabalho - isso daria cerca de quinze minutos para cada um. Minhas consultas, no tempo em que eu atuava como médica, duravam pelo menos quarenta minutos. Mas comigo era diferente, pois atendia dentro de um projeto da Universidade, numa área de baixa renda, gratuitamente, e podia fazer minha medicina sem estar submetida às injunções do mercado. Nunca fiz consultório, e talvez esteja falando do que não entendo, no que se relaciona ao exercício profissional. Mas como paciente tenho experiência e realmente é duplamente desgastante esperar horas por uma consulta médica. Vamos deixar rolar a discussão, e ver até onde ela vai nos levar. A MAGREZA DAS MODELOS Há uma campanha em alguns setores da moda contra a magreza excessiva das modelos. O fato é que para vestir aquelas roupas esquisitas que usam nos desfiles precisam ser magras como cabides. Na entrega do Oscar, as deusas do cinema também estavam magérrimas, a exemplo de Nicole Kidman, que parecia um fiapo de espaguete - um fiapo muito bonito - mas, mesmo assim, muito comprido e fino para o meu gosto. No seriado "Desperate Housewives", do Canal Sony, as mulheres também são magérrimas, somente pele e ossos. Como estão na faixa dos quarenta, ficam todas muito esquisitas.
Nas séries e filmes americanos o povo é todo magro. Nas cenas filmadas nas ruas de Nova York, por exemplo, vê-se um eterno desfile de gente linda e magra, com aquelas roupas maravilhosas, homens elegantíssimos, mulheres penteadas... A gente esquece que aquilo é cena de estúdio e que aquele povo todinho ali é figurante. O povo real americano, o povo de verdade, é um povo gordo pra caramba, como a gente vê nos documentários, esses sim, mostrando a face - e o corpo - real da população americana, uma população afogada no fast-food, na comida junkie. Uma das coisas que mais me impressionou no 11 de
setembro, nas transmissões da TV, foi o grande número de pessoas obesas correndo pelas ruas. Enquanto isso, as
passarelas estão cheias de esqueléticas moçoilas ataviadas com roupas cada
vez mais impossíveis de serem vestidas por gente normal. E AS GORDINHAS? Já pensou se o padrão de beleza mudasse e as gordinhas passassem a ser o paradigma da beleza? Eu ia virar miss...
VALEI-ME, MEU SÃO FREI GALVÃO! O novo santinho genuinamente brasileiro, o São Frei Galvão, tem uma característica diferente dos outros: atua milagrosamente através de pílulas ministradas aos fiéis, as chamadas "pílulas milagrosas de Frei Galvão". Elas são feitas e distribuídas no Mosteiro da Luz, em São Paulo. Dentro de cada pílula existe um minúsculo pedaço de papel com o versículo do ofício da Santíssima Virgem. O mosteiro recebe cerca de trezentos fiéis diariamente, em busca das pílulas. Nos finais de semana, o número sobe para mil pessoas. Cláudia de Santa Beatriz, irmã enclausurada no mosteiro, explica que as pílulas são adquiridas pelos fiéis para resolver qualquer tipo de aflição, mas, principalmente, por problemas de saúde e para a gravidez. Também ajuda na hora do parto. O Mosteiro da Luz fica em São Paulo, na Avenida Tiradentes, próximo ao Vale do Anhangabaú. E haja milagre. VIAGEM VIRTUAL Vá a Portugal e visite vilas, cidades, mosteiros, castelos, tudo isso sem sair da poltrona, com espetaculares fotos de 360 graus. Instale o plug-in e divirta-se. PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO
Nos últimos meses
circulou na internet um
boato - mais um - acerca do fim do Portal Domínio
Público, a biblioteca digital do Ministério da Educação.
Diz o coordenador do programa, Marco Antonio Rodrigues,
que “o portal é um
programa de grande sucesso e baixo custo, não estando em questão a sua
desativação”.
PERIGO AO VOLANTEDurante pouco mais de
dois anos de funcionamento, o Domínio Público registrou mais de três milhões
de acessos. No acervo, são mais de 36 mil obras nos diferentes tipos de mídia
disponíveis (texto, som, imagem e vídeo). Na mídia texto, dez mil teses e
dissertações dos programas de pós-graduação reconhecidos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dez mil obras literárias
em várias línguas. Além disso, o portal possui quase 500 vídeos de conteúdo
educativo, produzidos pelo programa TV Escola e especialmente compactados para
a internet. Música erudita e popular, reproduções
de
obras clássicas da arte ocidental também fazem parte do acervo do Domínio
Público. CD DE ZABÉ DA LOCA Vem aí o segundo CD de Zabé da Loca, patrocinado pela Petrobrás e Prefeitura de Monteiro. Siba e Escurinho vão participar da gravação, que será feita em Recife, no Studio Fabrica, sob a direção artística de Carlos Malta.
Voltei a Natal nesta sexta-feira, dia 2, para uma reunião e logo me aborreci. Um carro oficial, daqueles com a placa de "Uso exclusivo em serviço", era conduzido perigosamente por motorista irresponsável. Fez de tudo pra bater em mim, e nos carros que ele procurava ultrapassar de forma irregular e temerária.
O fato correu às 14h05, na
Avenida Prudente de Morais. O carro era um Celta, da SECTUR, placa HWP-1659. LOST ![]() Não tenho paciência para assistir a essa famosa série da TV, que já virou coqueluche e febre entre a maioria das pessoas que conheço. O que me deixa agoniada, e impede minha concentração, é a personagem da atriz Michelle Rodriguez, eternamente com o cabelo nos olhos. É ela aparecer, me dá agonia, eu fico torcendo pra ela tirar o cabelo dos olhos, arranjar uma liga, prender aquele cabelo, mas isso não acontece, eu fico impaciente e eu perco o fio da história. Coisa de louco. TAXA DO LIXO Ponto para o prefeito Ricardo Coutinho, que voltou atrás e mandou rever a taxa do lixo. É assim que se cria credibilidade. FORMAÇÃO DE PLATÉIAS
Qualquer política séria de incentivo ao teatro deve contemplar a formação de platéias. Não adianta ter verbas para montagem e formação de pessoal se não tem quem assista aos espetáculos. Se houvesse platéia, o Teatro Ednaldo do Egypto não estaria na situação que está, prestes a fechar. Faço minhas todas as palavras de Jãmarri Nogueira neste domingo, no Correio da Paraíba.
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Neste dia 8 de março, louve a mulher. Escolha uma mulher que você admire - mãe, esposa, irmã, filha, amiga - e faça um agrado especial a ela. Um presente, um mimo, acompanhado de um elogio, ou uma palavra de carinho. A mulherada inteira agradece.
O Umas
& Outras é um informativo mais ou menos semanal enviado para
cerca de 800 assinantes, principalmente do Rio Grande do Norte e Paraíba,
mas que atinge também pessoas em outras cidades e outros países,
como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Portugal.
Surgiu em novembro
de 1999 e de lá para cá teve algumas interrupções,
motivadas sempre por aperto na agenda da professora Clotilde Tavares, escriba
deste saltitante boletim. Por isso a sua periodicidade sofre eventuais
atropelos, que consideramos inerentes a um periódico independente,
gratuito e anárquico como este.
Se não
quiser receber mais o Boletim escreva, que lhe tiro da lista e a amizade
continua a mesma.
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